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Glossário
Nenhum termo desta formação precisa ser decorado, mas todos precisam ser entendidos. Cada verbete começa pela explicação mais simples possível e traz uma comparação com algo do cotidiano.
Agente
Um programa de inteligência artificial que não só responde: executa tarefas, usando ferramentas, até chegar ao resultado.
Um chat responde perguntas. Um agente recebe um objetivo, decide os passos, usa ferramentas (ler arquivo, rodar comando, abrir o navegador, chamar uma API) e volta com o trabalho feito. O agente do Antigravity é um deles; o assistente que você constrói no site e no aplicativo financeiro é outro, menor, com as ferramentas que você der a ele.
A diferença entre perguntar a um consultor por e-mail e contratar alguém para fazer o serviço.
Exemplo: No Encontro 3, o analista de pedidos lê a planilha de atrasos e a política de devoluções e decide a ação de cada pedido.
Agente personalizado (Custom agent)
Um agente descrito por você num arquivo: nome, quando usar, ferramentas permitidas, modelo e instruções.
É um arquivo Markdown em .agents/agents/<nome>.md com um cabeçalho (name, description, tools, model, subagent) e o corpo com as instruções. É como se escreve um cargo: o que ele faz, com o que, e o que nunca faz. Quem revisa não recebe permissão de escrever; quem escreve recebe só a pasta que precisa.
A descrição de cargo de um funcionário: missão, ferramentas, limites.
Exemplo: .agents/agents/analista-de-pedidos.md e .agents/agents/revisor.md.
Alucinação
Quando o modelo inventa um fato, um número ou uma fonte com toda a confiança.
O modelo produz o texto mais provável, não o verdadeiro. Se falta informação, ele preenche a lacuna com algo plausível. Por isso a formação exige a origem de cada número, a citação de cada resposta e a checagem obrigatória de cada exercício. Não é defeito raro: é o comportamento normal, e o método existe para conviver com ele.
O aluno que não estudou e responde com convicção.
Exemplo: Sem os documentos, o assistente 'sabe' um prazo de devolução que não existe na política. Com o RAG, ele cita a página.
Antigravity
A ferramenta da formação: o aplicativo do Google em que um agente de inteligência artificial programa, testa e publica por você.
O Google Antigravity é um aplicativo para computador em que você conversa com um agente de inteligência artificial que tem acesso a uma pasta sua. Ele lê e cria arquivos, roda comandos, abre o navegador para testar e mostra cada plano e cada mudança para você aprovar. Existe em três formas: o aplicativo (Antigravity 2.0, o que usamos), o editor completo (Antigravity IDE) e a versão de terminal (Antigravity CLI). É gratuito para conta Google pessoal.
Um estagiário muito rápido sentado na sua mesa, com o seu computador aberto, que faz o que você pede, mostra antes de mexer e pergunta quando tem dúvida.
Exemplo: Você pede 'limpe esta planilha e me diga o que mudou'; ele lê o arquivo, propõe as regras, escreve um script, roda e entrega o arquivo limpo e o relatório.
API
O balcão de um sistema: o jeito de um programa pedir algo a outro programa pela internet.
API é a porta de serviço de um sistema. Um programa pergunta ('qual o endereço deste CEP?', 'responda esta mensagem') e o outro responde, em formato que máquina lê. O Gemini tem uma API; a Netlify, a Supabase e o serviço de CEP também. Usar uma API é mandar o pedido certo para o endereço certo, com a chave certa. Quem escreve esse código é o agente; você precisa saber o que a API faz e o que custa.
O balcão do cartório: você entrega o pedido no formulário certo e recebe a certidão.
Exemplo: A função do site manda a pergunta para a API Gemini e recebe a resposta com as citações.
API Gemini
O serviço do Google pelo qual o seu aplicativo usa os modelos Gemini, com uma chave criada no AI Studio.
É a API que o site e o aplicativo financeiro chamam para gerar respostas, categorizar lançamentos e buscar nos documentos (File Search). A chave é gratuita, criada no Google AI Studio, e tem limites diários no nível gratuito: por isso o assistente da aula usa o modelo gemini-3.5-flash-lite. Nunca coloque a chave num arquivo que vai para o navegador.
A conta de luz: o serviço está lá para todos, mas cada um usa com o próprio medidor.
Exemplo: aistudio.google.com, Get API key, Create API key: a chave começa com AIza.
Aplicativo instalável (PWA)
Um site preparado para ser adicionado à tela inicial do celular e abrir como aplicativo.
Um PWA (progressive web app) é um site com um arquivo de manifesto (nome, cor, ícones) que o celular reconhece: 'adicionar à tela inicial' cria o ícone, e o site abre em tela cheia, como aplicativo. Sem loja, sem instalação de verdade. O aplicativo financeiro da última noite é um PWA.
O atalho na mesa de trabalho que abre direto o programa.
Exemplo: manifest.webmanifest com nome, cor e os ícones icon-192.png e icon-512.png.
Artifact
O que o agente produz para você ler e aprovar antes de mexer nos arquivos: o plano, os diffs, as gravações do navegador.
Antes de alterar qualquer arquivo, o agente do Antigravity escreve um plano de implementação, em texto, e mostra num painel lateral. Você lê, comenta o que discorda e aprova. Depois ele mostra as diferenças de cada arquivo (o diff), imagens e as gravações do navegador quando testa. Tudo isso são artifacts. É o mecanismo de controle da formação: nada muda sem você ver.
A ordem de serviço do técnico: ele escreve o que vai fazer, você assina, ele faz, você confere.
Exemplo: No Encontro 1, o plano do resumo executivo aparece antes de o arquivo existir; você comenta 'inclua a origem de cada número' e aprova.
Automação
Um trabalho que acontece sozinho quando algo o dispara: um horário, um arquivo novo, um pedido.
Automatizar é desenhar o trabalho uma vez para que ele aconteça sem você a cada vez. Na formação, a tarefa agendada do Antigravity (noite 3) e o assistente que categoriza lançamentos sozinho (noite 5) são automações. O que muda com a inteligência artificial é que a automação passa a lidar com texto livre, e por isso precisa de conferência.
A catraca do prédio: o crachá aproxima, a porta abre, o registro é gravado.
Exemplo: O relatório das 8h que ninguém pediu naquele dia, mas que estava lá.
Banco de dados
Onde os dados de um aplicativo ficam guardados de verdade, fora do navegador, com regras de quem vê o quê.
Um arquivo no navegador some quando o navegador limpa os dados e não aparece em outro aparelho. Um banco de dados na nuvem guarda as tabelas num servidor: o aplicativo grava e lê pela internet, de qualquer aparelho, e o banco aplica as regras de acesso. Na formação, o banco é o Supabase.
O arquivo central da empresa, em vez do caderno de cada um.
Exemplo: A tabela lancamentos do aplicativo financeiro, com a proteção por linha.
Chave de API
A senha que identifica o seu uso de uma API. Fica no servidor, nunca no navegador.
Toda API cobra ou limita por chave. Se a chave vai para o navegador (num arquivo publicado), qualquer pessoa copia e gasta no seu nome. Por isso a chave fica no arquivo .env no computador e nas variáveis de ambiente da Netlify no ar, e só a função do servidor a lê. Se vazar, você cria outra e apaga a antiga no AI Studio.
A chave do cofre: fica com quem precisa abrir, não pendurada na porta.
Exemplo: CHAVE_GEMINI no painel da Netlify, no Encontro 4; o .env e o guarda de segurança do Encontro 5, que procura a chave nos arquivos publicados.
Chave pública e chave secreta
A pública pode ir no aplicativo, porque a proteção por linha limita o que ela faz; a secreta passa por cima de tudo e nunca sai do painel.
O Supabase entrega duas chaves. A pública (anon ou publishable) vai em configuracao.js e só permite o que a proteção por linha deixa. A secreta (service_role) ignora a proteção: se for para um arquivo publicado, qualquer pessoa lê o banco inteiro. A mesma lógica vale para a chave do Gemini: ela é secreta e fica na função.
A chave da porta da frente e a chave mestra do zelador.
Exemplo: Copie da linha que diz anon ou publishable. Se o nome tiver service_role ou secret, não é essa.
Citação
A indicação de qual documento e qual página sustentam a resposta do assistente.
Toda resposta do assistente com RAG vem com as fontes: o arquivo e a página de onde os trechos saíram. É o que permite conferir em segundos e o que separa uma resposta útil de um chute bem escrito. Uma resposta sem citação, na formação, é tratada como não conferida.
A nota de rodapé.
Exemplo: 'Segundo a Política de devoluções POL-COM-007, página 1, item 4...'
CLARO (o formato do pedido)
Contexto, Limites, Ação, Resultado, Observáveis: as cinco partes de um pedido que dá certo.
Contexto: quem somos, o que existe na pasta, o que já foi feito. Limites: o que nunca fazer, o que não tocar. Ação: o que fazer, na ordem. Resultado: o que deve existir no fim, com nome de arquivo. Observáveis: como eu vou conferir que ficou certo (um número, um arquivo, um teste). Todo prompt da formação tem as cinco partes, e o esqueleto dos momentos autônomos também.
A ordem de serviço completa: sem ela, o técnico faz o que acha.
Exemplo: Os prompts de cada exercício, na apostila.
Contexto
Tudo o que o agente sabe na hora de responder: os arquivos do projeto, o histórico da conversa, as regras e as Skills.
O modelo só sabe o que está no contexto. No Antigravity, o contexto é a pasta do projeto (ele lê o que precisa), a conversa atual e os arquivos de regras e Skills. No assistente do site, o contexto é o prompt do sistema, a conversa e os trechos que a busca nos documentos traz. Dar contexto é a diferença entre uma resposta genérica e uma resposta da Vale Verde.
A pasta do cliente sobre a mesa: sem ela, o consultor responde no geral.
Exemplo: O RAG existe para colocar no contexto só os trechos dos documentos que importam para a pergunta.
Conversa (Conversation)
Uma sessão de trabalho dentro do projeto: o que você pediu, o que o agente fez e os artifacts que ele criou.
Dentro de um projeto você abre conversas. Cada uma tem o histórico dos pedidos e das ações. Uma conversa pode trabalhar direto na pasta (Local Mode) ou numa cópia isolada (New Worktree Mode). Na formação, uma conversa nova por exercício, sempre em Local Mode.
Uma reunião de trabalho com ata automática: tudo o que foi pedido e feito fica registrado.
Exemplo: Ctrl+N abre uma conversa nova; Ctrl+K troca de conversa.
CSV
Uma planilha em texto puro: uma linha por registro, colunas separadas por ponto e vírgula.
O CSV é o formato mais simples de planilha: abre no Excel, no Bloco de Notas e em qualquer programa. Na formação, as planilhas brutas e limpas de vendas são CSV (com ponto e vírgula, o padrão brasileiro), e o agente lê e escreve CSV com facilidade.
A planilha sem formatação: só os dados.
Exemplo: dados/vendas-julho-agosto-2026-limpa.csv, com 18 linhas.
Dados fictícios e a LGPD
Nada real entra nas aulas: a empresa, os clientes, os valores e os documentos são inventados. A LGPD é o motivo.
A Vale Verde Distribuidora de Alimentos não existe; Bom Preço, Camila, a fatura 2026-0817 e a planilha de vendas foram criados para a formação. A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) exige que dado pessoal só seja tratado com finalidade e base legal, e nunca em ferramenta fora do controle da empresa. O agente lê tudo o que está na pasta e manda o que precisa para o modelo: por isso a pasta é fictícia de propósito. O desafio de cada noite adapta o método à sua área, sempre com dados inventados.
O simulador de voo: treina-se tudo, com tudo de mentira.
Exemplo: O aplicativo financeiro é seu, mas os lançamentos de teste são da Ana, uma personagem.
Deploy (publicar)
Colocar o site ou o aplicativo no ar, num endereço público.
Deploy é o ato de enviar os arquivos para o servidor e deixar o endereço funcionando. Na formação: o painel por arrastar (noite 2), o site e o aplicativo pelo Netlify CLI (noites 4 e 5). Todo deploy termina com o teste fora da sua sessão: janela anônima e celular.
A inauguração: a loja passa a atender o público.
Exemplo: netlify deploy --prod e o endereço aberto no celular.
Diff (diferença)
A comparação lado a lado do que um arquivo era e do que passou a ser.
Toda alteração que o agente faz num arquivo aparece como diff: as linhas que saíram e as que entraram, marcadas. É como você confere o que mudou sem ler o arquivo inteiro. Se não concorda, pede para desfazer.
A versão com controle de alterações de um documento do Word.
Exemplo: No Encontro 1, o diff do CSV limpo mostra as linhas duplicadas removidas e os valores convertidos.
Ferramenta do assistente (function calling)
Uma ação que o modelo pode pedir para executar: consultar o banco, chamar uma API, buscar num arquivo. É o que transforma o chat em agente.
Você descreve para o modelo as ferramentas disponíveis (nome, para que serve, que dados recebe). Quando a pergunta precisa de uma delas, o modelo responde 'chame a ferramenta X com estes dados'; a função executa, devolve o resultado, e o modelo escreve a resposta final. É assim que o assistente financeiro consulta os seus lançamentos antes de dizer quanto você gastou.
O gerente que pede ao assistente: 'me traga o extrato de setembro' antes de responder ao cliente.
Exemplo: A ferramenta consultar_lancamentos(mes, categoria) no assistente do aplicativo financeiro.
File Search (a base de busca)
O serviço da API Gemini que guarda os seus documentos, prepara a busca por significado e devolve os trechos certos com citação.
Você cria uma base (store), envia os arquivos (PDF, Word, Excel, texto) e, a cada pergunta, passa a base como ferramenta do modelo. O File Search transforma os documentos em números que representam significado (embeddings), acha os trechos mais próximos da pergunta e entrega ao modelo, com o nome do arquivo e a página. No nível gratuito, 1 GB de armazenamento. É o RAG sem montar banco vetorial.
A biblioteca com um bibliotecário que entende a pergunta, não só a palavra.
Exemplo: scripts/criar-base.mjs sobe os cinco PDFs e imprime o nome da base para o .env.
Formulário da Netlify (Netlify Forms)
Um formulário HTML comum que a Netlify passa a receber e guardar no painel, sem servidor seu.
Basta o formulário ter o atributo data-netlify='true' e um nome: a Netlify captura cada envio e mostra no painel do site, com aviso por e-mail se você quiser. É como o site da Vale Verde recebe o contato sem nenhuma função.
A caixa de sugestões: você pendura a caixa; o serviço recolhe as cartas.
Exemplo: O formulário de contato do site, enviado do celular, aparece em Forms no painel da Netlify.
Função da Netlify (Netlify Function)
Um pequeno programa que roda no servidor da Netlify quando o site o chama: é onde ficam a chave e as chamadas ao Gemini.
Uma função é um arquivo JavaScript em netlify/functions/. Quando o site faz um pedido ao endereço /.netlify/functions/nome, a Netlify roda o arquivo e devolve a resposta. Na formação, as funções perguntar.js (o assistente do site) e assistente.js (o aplicativo financeiro) leem a chave das variáveis de ambiente, chamam o Gemini e respondem. Rodam localmente com npx netlify dev.
O atendente atrás do balcão que tem a chave da cozinha.
Exemplo: netlify/functions/perguntar.js recebe a pergunta, consulta o File Search e devolve a resposta com as citações.
Git e commit
O sistema que guarda a história das versões de uma pasta; commit é uma foto da pasta num momento, com uma mensagem.
O Git registra cada versão dos arquivos de um projeto. Um commit é o ponto de salvamento: a pasta como estava, com uma frase dizendo o que mudou. Se algo der errado depois, volta-se ao commit anterior. O Antigravity tem o Git embutido e faz os commits por você quando pedido. Instalar o Git no computador é um dos passos da preparação.
O histórico de versões de um documento, com uma nota em cada salvamento.
Exemplo: 'git init' e o primeiro commit 'painel de vendas publicado', no fim do Encontro 2.
GitHub e repositório
O site onde o código de um projeto mora na nuvem; o repositório é a pasta do projeto lá dentro.
O GitHub guarda repositórios: cada um é um projeto, com todos os arquivos e o histórico de commits. Um repositório pode ser público (qualquer pessoa vê o código) ou privado (só você e quem você convidar). Enviar (push) é mandar os commits do seu computador para o repositório. Na primeira vez, o Git pede que você autorize a sua conta pelo navegador (a janela do Git Credential Manager).
O cofre onde fica a cópia oficial do projeto, fora do seu computador.
Exemplo: O repositório privado meu-bolso, no Encontro 5, com as pastas app, netlify e supabase.
HTML
O formato básico das páginas da internet. Um arquivo .html abre em qualquer navegador.
HTML é o texto que descreve uma página: títulos, parágrafos, tabelas, botões. Junto com o CSS (a aparência) e o JavaScript (o comportamento), é tudo o que o navegador precisa. O painel, o site e o aplicativo da formação são arquivos HTML, CSS e JavaScript escritos pelo agente.
A planta baixa da página.
Exemplo: painel/index.html abre com dois cliques e mostra os gráficos.
Inteligência artificial generativa
A IA que produz texto, código, imagens e respostas novas a partir do que aprendeu, em vez de só classificar.
Um modelo generativo escreve, resume, programa, desenha. É o que permite ao agente do Antigravity escrever um script que nunca existiu e ao assistente responder uma pergunta com as suas palavras. Ele não sabe o que não está escrito, não decide o que é certo para a empresa e pode inventar. A formação inteira é sobre usar isso com método: pedir bem, dar contexto, conferir.
Um redator muito rápido que leu a internet inteira, mas nunca trabalhou na sua empresa.
Exemplo: O resumo executivo dos cinco documentos, escrito em um minuto, com cada número apontando a origem.
JSON
O formato de texto em que programas trocam dados: chaves e valores entre chaves e colchetes.
JSON é como o computador escreve um pacote de dados: {"cliente": "Bom Preço", "valor": 48350}. As APIs falam JSON: a pergunta vai em JSON, a resposta volta em JSON. Você não precisa escrever JSON; precisa reconhecer quando o vê no terminal ou na resposta de uma função.
A ficha padronizada que todo sistema sabe ler.
Exemplo: A resposta da API Gemini no terminal, com o texto e as citações.
Markdown
Um jeito de escrever texto com títulos, listas e tabelas usando sinais simples, que vira página formatada.
Markdown é texto puro com marcas: # para título, - para lista, | para tabela. Os relatórios, os planos do agente, as Skills, as regras e os agentes personalizados são escritos em Markdown (.md). Abre no Bloco de Notas e fica bonito em qualquer visualizador.
A formatação de e-mail feita só com o teclado.
Exemplo: relatorios/resumo-executivo.md e .agents/skills/padrao-vale-verde/SKILL.md.
Modelo (de linguagem)
O programa de inteligência artificial que lê e escreve texto: o motor por trás do agente e do assistente.
O modelo é quem entende o pedido e produz a resposta. O Antigravity oferece vários: os Gemini do Google (3.8 Flash é o padrão), o Claude da Anthropic e outros, escolhidos no seletor abaixo do campo de conversa. No aplicativo que você constrói, o modelo é chamado pela API Gemini, com uma chave sua. Modelos erram com confiança: por isso todo resultado tem conferência.
O motor do carro: potente, mas quem dirige é você.
Exemplo: Gemini 3.8 Flash no Antigravity; gemini-3.5-flash-lite no assistente do site, para caber no limite gratuito.
Nano Banana (gerador de imagens)
O modelo de imagem do Google dentro do Antigravity: gera a capa e as fotos fictícias a partir de um pedido em texto.
Além de texto e código, o agente do Antigravity gera imagens com o Nano Banana 2: mockups de tela, diagramas e ilustrações. Na formação, ele cria a imagem de capa e as fotos dos produtos fictícios do site. As imagens são inventadas, como tudo na Vale Verde.
O ilustrador da equipe.
Exemplo: 'Gere uma imagem de capa: caminhão de entrega de alimentos ao amanhecer, sem texto, tons de verde.'
Netlify
O serviço que hospeda o painel, o site e o aplicativo: recebe a pasta e devolve um endereço público.
Netlify é uma hospedagem gratuita para sites e funções. Dá para publicar arrastando uma pasta no painel (o painel da noite 2) ou pelo terminal, com o Netlify CLI (netlify deploy --prod), que também sobe as funções. Cada site ganha um endereço .netlify.app. As variáveis de ambiente (a chave da API) ficam nas configurações do site.
O endereço comercial: a loja montada precisa de um lugar onde as pessoas a encontrem.
Exemplo: npx netlify login, npx netlify init, npx netlify deploy --prod.
Node.js
O programa que roda JavaScript fora do navegador: é o que executa os scripts, o servidor local e o Netlify CLI.
JavaScript nasceu no navegador; o Node.js permite rodá-lo no computador, como qualquer programa. O script de limpeza, o servidor local (npx netlify dev) e a publicação (netlify deploy) dependem dele. Instalar a versão LTS é um passo da preparação; o agente usa, você não digita nada.
O motor que faz o carro andar fora da pista de testes.
Exemplo: node -v no terminal responde v24 ou parecido.
NPS (Net Promoter Score)
A régua mais usada de satisfação de clientes: o percentual de quem deu 9 ou 10 menos o percentual de quem deu de 0 a 6.
Numa pesquisa com nota de 0 a 10, quem dá 9 ou 10 é promotor (recomendaria a empresa), quem dá 7 ou 8 é neutro e quem dá de 0 a 6 é detrator. O NPS é o percentual de promotores menos o percentual de detratores, e vai de -100 a 100. Acima de zero, há mais fãs do que críticos.
O placar entre quem fala bem e quem fala mal da empresa, ignorando quem não está nem aí.
Exemplo: Na pesquisa de setembro da Vale Verde, 20 promotores (50%) e 8 detratores (20%) em 40 respostas: NPS 30. Em Ribeirão Preto, -7.
Permissão
O que o agente pode fazer sem perguntar, o que precisa da sua aprovação e o que é proibido.
O Antigravity tem três níveis: Deny (proibido), Ask (pergunta antes) e Allow (faz sem perguntar). Vêm em presets: Default (comandos dentro do sandbox liberados, arquivos fora do projeto e navegação na internet pedem aprovação), Request Review (sempre pergunta) e Turbo (não pergunta). Na formação usamos Default: rápido o bastante, e você ainda vê o que importa.
A procuração: o que a pessoa pode assinar sozinha e o que precisa da sua assinatura.
Exemplo: Settings, General, Permission Settings: Default.
Plano de implementação (Implementation Plan)
O artifact em que o agente diz, em texto, o que vai fazer antes de fazer.
É o primeiro artifact de qualquer tarefa maior: os arquivos que vai criar, a ordem, as decisões. Você pode comentar linha a linha e pedir mudanças antes de aprovar. Um plano que você não entende é sinal para perguntar, não para aprovar.
O orçamento detalhado antes da obra.
Exemplo: 'Vou criar scripts/limpar.mjs, rodar sobre dados/vendas-julho-agosto-2026-bruta.csv e gravar dados/vendas-julho-agosto-2026-limpa.csv e relatorios/limpeza.md.'
Projeto (Project)
A pasta (ou as pastas) que o agente do Antigravity pode acessar, com as configurações e permissões próprias.
Tudo no Antigravity acontece dentro de um projeto: você escolhe uma ou mais pastas do seu computador, e o agente só enxerga o que está nelas. Cada projeto guarda as próprias regras, Skills, agentes e permissões. Na formação, o projeto vale-verde (noites 1 a 4) e o projeto meu-dinheiro (noite 5).
A sala de trabalho com a porta fechada: o que está dentro, o agente vê e mexe; o resto do computador, não.
Exemplo: New Project, nome vale-verde, a pasta vale-verde da Área de Trabalho, Create.
Prompt (o pedido)
O texto que você escreve para o agente ou para o modelo: a ordem, com contexto e limites.
Prompt é o pedido. Um pedido vago dá resultado vago. Na formação, todo prompt segue o formato CLARO: Contexto, Limites, Ação, Resultado, Observáveis. Os prompts prontos estão na apostila, para colar; os momentos autônomos são esqueletos em que você preenche os colchetes com as suas palavras.
O briefing para um fornecedor: quem somos, o que não pode, o que queremos, como vamos conferir.
Exemplo: 'Contexto: a pasta dados tem a planilha bruta de vendas. Limites: não altere o arquivo original. Ação: encontre os problemas... Observáveis: 18 linhas no fim.'
Prompt do sistema
As instruções fixas que definem quem o assistente é, como fala e o que nunca faz, enviadas antes de qualquer conversa.
Diferente do pedido de cada mensagem, o prompt do sistema vale para toda a conversa: o papel (o assistente da Vale Verde), o tom, os limites (não inventar, não falar de preço fora do catálogo, não guardar dado pessoal). Fica na função do servidor, junto com a chave, e é o primeiro lugar a ajustar quando o assistente responde errado.
O manual de conduta que o atendente lê antes do primeiro cliente.
Exemplo: 'Você é o assistente da Vale Verde Distribuidora. Responda só com base nos documentos fornecidos. Se não souber, diga que não encontrou.'
Proteção por linha (RLS)
A regra que o banco aplica sozinho: cada pessoa só lê, grava, altera e apaga as linhas em que ela é a dona.
A tabela lancamentos tem os gastos de todo mundo que usar o aplicativo. Com a proteção por linha (row level security) ligada e as quatro permissões criadas, o banco compara o dono da linha com quem está logado e não entrega o que não é da pessoa, mesmo que ela tenha a chave pública. É a diferença entre um aplicativo seguro e um que expõe todo mundo.
O armário do vestiário: mesmo armário para todos, cada gaveta abre só com a chave de quem a alugou.
Exemplo: Abra o aplicativo numa janela anônima: a lista vem vazia, porque o banco criou outra pessoa.
Publicação a cada envio (deploy contínuo)
Com a Netlify ligada ao GitHub, cada envio de código vira uma publicação nova, sem comando de publicar.
Nas noites 2 e 4, você publicou arrastando a pasta ou pelo terminal. Ligando a Netlify ao repositório do GitHub, ela passa a acompanhar o repositório: chegou um commit novo, ela publica sozinha, em menos de um minuto, e mostra em Deploys a mensagem do commit. Se algo der errado, dá para voltar à publicação anterior.
A gráfica que imprime sozinha cada página nova que chega ao cofre.
Exemplo: No Encontro 5, o envio do assistente aparece em Deploys como Published, com a mensagem do commit.
RAG (busca antes de responder)
A técnica em que o assistente procura nos seus documentos os trechos que importam e responde com base neles, citando a fonte.
RAG significa retrieval-augmented generation: geração aumentada por busca. Em vez de responder de memória (e inventar), o assistente primeiro busca nos documentos os trechos mais parecidos com a pergunta, coloca esses trechos no contexto e só então responde, apontando de onde tirou. Na formação, o RAG é feito com o File Search da API Gemini, que cuida da busca por você.
O atendente que abre a pasta do cliente antes de responder, em vez de chutar.
Exemplo: 'Qual é o prazo para formalizar uma devolução?' volta com '48 horas', citando a página 1 da política POL-COM-007.
Regra (Rule)
Uma instrução persistente, em arquivo, que o agente segue sempre ou em situações definidas.
Regras são arquivos Markdown em .agents/rules/ (ou o GEMINI.md global). Diferente da Skill, que é um pacote de conhecimento para uma tarefa, a regra é uma restrição: nunca use dado real, escreva em português, não instale dependências sem avisar. Pode ser sempre ativa, ativada por menção, por decisão do modelo ou por tipo de arquivo.
O regimento interno: vale para todo mundo, o tempo todo.
Exemplo: A regra sempre ativa do projeto vale-verde: dados fictícios, português, nada de chave em arquivo.
Sandbox (caixa de areia)
Um espaço isolado em que o agente roda comandos sem alcançar o resto do computador.
Quando o sandbox está ligado, os comandos que o agente executa só enxergam a pasta do projeto e os endereços de internet permitidos. É a proteção que permite deixá-lo trabalhar sem aprovar cada comando. No Windows, em setembro de 2026, o sandbox ainda está em prévia (preview).
O parquinho cercado: a criança brinca à vontade, mas não sai para a rua.
Exemplo: O preset Default liga o sandbox e libera os comandos dentro dele.
Skill
Um pacote de instruções, num arquivo SKILL.md, que ensina o agente a fazer uma coisa do seu jeito e que ele usa quando percebe que é o caso.
Uma Skill é uma pasta com um arquivo SKILL.md: um cabeçalho com nome e descrição (é pela descrição que o agente decide quando usá-la) e um corpo com as instruções, exemplos e o que nunca fazer. Fica em .agents/skills/ no projeto (só ele) ou em ~/.gemini/config/skills/ (todos os projetos). Você também chama pelo nome, com uma barra: /padrao-vale-verde.
O procedimento operacional padrão colado na parede: quem chega novo lê e faz do jeito da casa.
Exemplo: A Skill padrao-vale-verde: moeda em reais, datas no formato brasileiro, todo número com a origem, conferir antes de entregar.
Subagente
Um agente que o agente principal aciona para uma tarefa paralela, com papel próprio.
Quando a tarefa é grande, o agente principal delega partes a subagentes que trabalham ao mesmo tempo, cada um numa sessão própria, e devolvem o resultado. Você acompanha no painel /agents: quem está rodando, o que faz, quem terminou. Na formação, o analista e o revisor trabalham em paralelo.
O gerente que divide o projeto entre dois especialistas e consolida.
Exemplo: O analista escreve o relatório da semana enquanto o revisor confere os números; o principal junta os dois.
Supabase
O serviço que dá ao aplicativo um banco de dados na nuvem, com login e regras de acesso, sem cartão.
Você cria um projeto no Supabase e recebe uma URL e duas chaves: a pública, que pode ir no aplicativo, e a secreta, que nunca sai do painel. O aplicativo entra com login anônimo e grava na tabela; a proteção por linha garante que cada pessoa só vê o que é dela. O agente escreve o SQL; você cola e executa no editor do painel.
Um cofre alugado com recepção: você recebe o endereço, a chave da porta e a regra de quem abre qual gaveta.
Exemplo: Projeto meu-dinheiro, região São Paulo, tabela lancamentos.
Tabela
A estrutura do banco de dados: colunas com nome e tipo, e uma linha por registro.
Uma tabela é como uma planilha rígida: cada coluna tem nome e tipo (data, texto, número), e cada linha é um registro. A tabela lancamentos tem data, tipo, categoria, descricao, valor, dono e criado_em. Quem cria a tabela é um texto em SQL, que o agente escreve e você cola no painel do Supabase.
A ficha padronizada: todo registro preenche os mesmos campos.
Exemplo: create table lancamentos (...) no editor SQL do Supabase.
Tarefa agendada (/schedule)
Um pedido que o agente executa sozinho em dia e hora marcados.
Com o comando /schedule você combina um pedido e um horário: toda manhã às 8h, gere o relatório do dia. O agente roda quando o horário chega, com o Antigravity aberto, e grava o resultado. Antes de agendar, rode uma vez à mão e confira: agendar um pedido ruim só faz o erro chegar pontualmente.
O despertador que, em vez de tocar, executa a lista de tarefas.
Exemplo: Todo dia às 8h: ler dados/pedidos-em-atraso.csv e gravar relatorios/relatorio-do-dia.md.
Terminal
A janela de texto em que os comandos do computador são digitados e as respostas aparecem.
O terminal é onde programas são executados por comandos escritos, sem botões. No Antigravity ele fica embutido: o agente digita os comandos (rodar o script, subir o servidor local, publicar) e você vê o que aconteceu. Você não precisa digitar nada nele; precisa saber ler o que apareceu.
O painel do carro: você não precisa mexer no motor, mas precisa ler os mostradores.
Exemplo: node scripts/limpar.mjs, npx netlify dev, netlify deploy --prod.
Variável de ambiente (Environment variable)
Um valor guardado fora do código, como uma chave, que o programa lê quando roda.
Em vez de escrever a chave dentro do código, você guarda a chave com um nome (por exemplo, CHAVE_GEMINI) num lugar à parte: no painel da Netlify (Project configuration, Environment variables) ou no arquivo .env do computador. O código só diz 'pegue o valor de CHAVE_GEMINI'. Assim a chave não vai para o site publicado, nem para o Git, nem para o chat. Na Netlify, depois de criar ou mudar uma variável, é preciso publicar de novo.
O cofre do escritório: o código diz 'pegue a chave no cofre'; só quem trabalha lá dentro abre.
Exemplo: A função do assistente lê process.env.CHAVE_GEMINI; o valor está só no painel da Netlify.
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