Consulta rápida
Glossário
Nenhum termo desta formação precisa ser decorado, mas todos precisam ser entendidos. Cada verbete começa pela explicação mais simples possível e traz uma comparação com algo do cotidiano.
.gitignore
O arquivo que lista o que nunca entra no repositório: chaves, senhas, rascunhos.
Um arquivo de texto na raiz do repositório. Tudo que estiver listado nele é ignorado pelas gravações e nunca é enviado. Existe porque o que sobe fica no histórico para sempre, mesmo que seja apagado depois: uma chave que entrou num commit já vazou e precisa ser trocada.
A gaveta com chave dentro do escritório aberto.
Exemplo: O .gitignore do radar deixa fora .env, *.key e a pasta rascunhos/. Ele nasce antes do primeiro commit.
Agente
Recebe um objetivo, decide os passos e usa ferramentas para chegar lá.
Diferente do workflow, em que você define cada etapa, o agente recebe o resultado desejado e escolhe como chegar. Faz sentido em problemas exploratórios, em que os passos não são conhecidos de antemão. Para o que já tem passos definidos, workflow é mais previsível e mais barato.
Dizer "resolva isso" a uma pessoa experiente e confiar que ela vai descobrir o caminho.
Exemplo: 'Descubra por que as divergências de nota aumentaram este mês', ele decide o que investigar e em que ordem.
Agente (subagente) do Claude Code
Um arquivo com nome, missão, ferramentas permitidas e instruções, que o Claude Code aciona com contexto próprio.
Fica em .claude/agents/nome.md: um cabeçalho (name, description, tools, model) e o corpo com as instruções. Você cria pedindo ao Claude Code que escreva o arquivo. Quando aciona, ele roda num painel próprio e devolve um relatório. A regra da formação: quem revisa só lê; a sessão principal corrige; você aceita.
Um checklist que virou pessoa: o guarda da portaria olha a lista dele e diz o que viu, sem reformar o prédio.
Exemplo: guarda-de-seguranca procura chave secreta e dado pessoal; revisor-de-celular olha o aplicativo em 390 px; analista-do-mes lê o CSV e grava RESUMO-DO-MES.md.
Alucinação
Quando a IA afirma com segurança algo que não é verdade.
Acontece quando a informação necessária não está disponível e o modelo completa com o que parece plausível. O problema não é o erro em si, é a confiança com que ele é apresentado: o texto errado parece tão bem escrito quanto o certo.
Alguém que não quer admitir que não sabe e responde com convicção assim mesmo.
Exemplo: Perguntar o faturamento da sua empresa sem fornecer o dado pode produzir um número plausível e completamente inventado.
API
A porta que um sistema oferece para outro sistema conversar com ele.
É o jeito padronizado que um programa disponibiliza para que outros programas peçam informações ou executem ações nele. Quando o aplicativo do banco mostra seu saldo, ele pergunta ao banco por uma API.
A janelinha de atendimento: você não entra na cozinha, fala pela janela, pede e recebe. A janela define o que pode ser pedido e como.
Exemplo: Uma automação pergunta à API do sistema de vendas o total do mês e monta o relatório sozinha, toda segunda-feira.
Armazenamento local
Um espaço do navegador em que uma página guarda pequenas informações no próprio computador.
Toda página pode guardar dados no navegador de quem a abre, sem servidor, sem banco de dados e sem conta. O que fica ali sobrevive ao fechar a aba, mas só existe naquele navegador e naquele computador: outra pessoa, outro aparelho ou uma janela anônima não enxergam. Limpar os dados do navegador apaga tudo. No código, o nome é localStorage.
Um caderno de anotações preso à mesa. Quem senta nessa mesa lê o que foi anotado; quem senta em outra não vê nada.
Exemplo: O aplicativo de finanças guarda no navegador a sessão anônima do Supabase: fechar a aba não desloga, mas uma janela anônima é outra pessoa para o banco.
Arquivo e pasta
A unidade de trabalho do Claude Code.
Arquivo é cada documento no computador; pasta é o agrupamento deles. Quando Claude Code trabalha, é sobre arquivos e pastas reais: por isso a regra de sempre trabalhar em uma cópia e revisar as alterações antes de aceitar.
Exemplo: Uma pasta de contratos com 200 arquivos PDF, organizada por ano depois de você aprovar o critério proposto.
Artifact
Uma entrega criada e visualizada ao lado da conversa, como documento, gráfico ou página.
Artifact é a área em que Claude apresenta um conteúdo que pode ser usado como objeto separado da conversa. Nesta formação, ele gera uma página HTML funcional que pode ser baixada e publicada.
A conversa é a oficina; o Artifact é o objeto pronto que sai da bancada.
Exemplo: Um dashboard financeiro com cartões, gráfico e alertas, baixado como index.html.
Automação
Um fluxo que dispara sozinho, a partir de um gatilho.
É o workflow que começa sem alguém iniciar: um horário, um e-mail recebido, um arquivo novo em uma pasta. O ganho é grande, e por isso a pergunta sobre o que deve exigir aprovação humana vem antes.
O timer do forno: você configura uma vez e ele age na hora certa.
Exemplo: Toda segunda às 8h, o relatório da semana é preparado automaticamente, e um humano aprova antes do envio.
Banco de dados
Uma coleção organizada de tabelas.
É onde os sistemas guardam informação de forma estruturada. Tabela é como uma aba de planilha, campo é a coluna, registro é a linha e consulta é a pergunta que você faz aos dados.
Um armário de fichário: cada gaveta é uma tabela, cada ficha é um registro, cada campo impresso é uma coluna.
Exemplo: Uma tabela CLIENTES com os campos nome, cidade e data de cadastro. Cada cliente é um registro.
Base de conhecimento
Os arquivos de referência disponíveis dentro de um Projeto.
São os documentos que ficam sempre acessíveis naquele Projeto. Entram os que você consulta com frequência e que definem como as coisas são feitas: não tudo que existe na empresa.
A estante ao lado da mesa, e não o arquivo morto no subsolo. Na estante fica o que você abre toda semana.
Exemplo: Política vigente, modelo padrão, glossário interno e dois exemplos de documento bem-feito. Três a cinco arquivos bastam para começar.
Briefing
O documento curto que diz o que vai ser construído, para quem, com quais limites, antes de construir.
É a resposta escrita às perguntas que evitam retrabalho: quem usa, o que faz, quais telas tem, quais dados entram, o que nunca faz e como saber que ficou pronto. Na formação, o briefing sai de uma entrevista conduzida pelo Claude e é escrito no formato CLARO, num arquivo BRIEFING.md que acompanha a pasta do projeto.
O pedido ao arquiteto antes da planta: quantos quartos, para quem, o que não pode faltar e o que não cabe no orçamento.
Exemplo: BRIEFING.md do aplicativo financeiro da Vale Verde: a Camila abre de manhã, quatro telas, nunca envia e-mail, funciona sem internet.
Chave pública e chave secreta
As duas chaves de um projeto: a pública pode ir no aplicativo; a secreta nunca sai do painel.
A chave pública (anon ou publishable) identifica o projeto e só permite o que a proteção por linha deixa; por isso pode ficar em configuracao.js, num arquivo publicado. A chave secreta (service_role ou secret) passa por cima de toda proteção: nunca entra na pasta, em conversa ou em mensagem. Se vazar, troca-se no painel na hora.
A chave da porta da frente, que qualquer visitante pode ter, e a chave mestra do zelador.
Exemplo: O agente guarda-de-seguranca procura a chave secreta em todos os arquivos antes de publicar e responde NÃO PUBLIQUE se achar.
CLARO
Os cinco controles de um pedido profissional: Contexto e fontes, Limites, Ação, Resultado, Observáveis.
CLARO é a lista de verificação usada na formação para escrever e conferir um pedido. C: contexto e fontes (a situação, de que lado você está, quais documentos valem e qual prevalece). L: limites (o que não pode ser inventado, prometido ou divulgado, e o que fazer quando faltar informação). A: ação (o verbo, a ordem do trabalho). R: resultado (para quem, em que formato, com que tamanho). O: observáveis (os testes que a resposta precisa passar antes de ser usada). Nos prompts da apostila, cada bloco aparece entre etiquetas como <contexto_e_fontes> e <observaveis>.
É a diferença entre dizer a um estagiário faz um relatório aí e dizer: use só estes dois documentos, não invente número, primeiro levante os fatos, uma página em tabela para a diretoria, e antes de entregar confira estas três coisas.
Exemplo: Um observável não é faça bem feito. É: o e-mail tem no máximo 150 palavras e nenhuma menção a multa. Outra pessoa consegue marcar como passou ou falhou.
Claude
O assistente de inteligência artificial da Anthropic.
É a ferramenta usada nesta formação. Por trás dele existe um modelo de linguagem; na frente, uma interface onde você conversa, anexa arquivos e organiza o trabalho em Projetos. Destaca-se em leitura de documentos longos e escrita cuidadosa.
Exemplo: Anexar um edital de 60 páginas e pedir os prazos, exigências e riscos, ele lê o documento inteiro antes de responder.
Claude Code
A versão que trabalha direto nas suas pastas e arquivos.
Sai da janela de conversa e passa a atuar no seu computador: lê uma pasta, cria arquivos, altera os existentes e executa tarefas. Você continua pedindo em português, e boa parte do uso corporativo não envolve código nenhum.
A diferença entre um consultor que responde por e-mail e um que senta na sua mesa e abre as suas pastas.
Exemplo: Na aba Code do aplicativo do Claude, apontar a pasta meu-dinheiro, pedir o CLAUDE.md, responder a entrevista e ver o aplicativo nascer com cada diferença aprovada.
Commit
Uma gravação do estado da pasta, com uma mensagem dizendo o que mudou e por quê.
É a foto com legenda. Você escolhe o que entra (git add), escreve a mensagem e grava (git commit). O histórico é a lista dessas gravações. Mensagens boas dizem o que mudou e por quê, com as suas palavras. Um commit por unidade de trabalho, não por dia inteiro.
A foto do álbum, com a data e a legenda escrita atrás.
Exemplo: A Skill radar grava um commit por dia: 'radar de 18/09'. Em dezembro, o histórico mostra o que o radar viu em cada dia de setembro.
Conector
Uma ponte autorizada entre Claude e outro serviço, como Gmail ou Google Drive.
Um conector permite que Claude consulte ou use um serviço que você autorizou. A conexão abre a possibilidade técnica, mas cada pedido ainda precisa limitar a fonte, o período, o resultado e as ações proibidas.
Uma porta com crachá: a pessoa consegue entrar, mas a ordem de serviço ainda diz qual sala pode visitar e o que pode fazer lá.
Exemplo: Consultar somente uma mensagem do Gmail cujo assunto começa com [VALE VERDE], sem enviar, responder, arquivar ou excluir nada.
Consulta
A pergunta que se faz a um banco de dados.
É como se pede um recorte específico dos dados. Existe uma linguagem técnica para isso, mas com Claude você descreve em português o que precisa e revisa o resultado.
Pedir ao arquivista todas as fichas de clientes de São Paulo cadastrados este ano.
Exemplo: "Quais pedidos acima de mil reais foram feitos em março?"
Contexto
Tudo que o assistente está enxergando naquele momento da conversa.
É o conjunto do que você escreveu, dos arquivos anexados e das mensagens anteriores da mesma conversa. Ele responde considerando só isso. O que ficou de fora simplesmente não existe para ele.
A mesa de trabalho de um colega: ele só consegue trabalhar com o que está em cima dela. O que ficou na gaveta, ele não adivinha.
Exemplo: Você pergunta "e o segundo item?" e ele responde certo, porque o primeiro está algumas mensagens acima. Em uma conversa nova, a mesma pergunta não faz sentido.
Cowork
Claude trabalhando dentro de uma pasta do seu computador, pelo aplicativo.
Recurso do aplicativo do Claude para computador em que você aponta uma pasta e ele passa a trabalhar nela: lê os arquivos, cria arquivos novos, altera planilhas, organiza subpastas. O resultado não é uma resposta na conversa: é um arquivo gravado onde você pediu. A regra da formação: uma pasta por tarefa, criada para isso, nunca a pasta de Downloads; preparar sem enviar, marcar sem apagar.
Dar a chave da sala ao colega e dizer: prepara as cartas e deixa na bandeja de saída. Ele trabalha na sala; você confere a bandeja.
Exemplo: Apontar o Cowork para a pasta painel-vale-verde, pedir o plano antes de qualquer mudança e, depois de aprovar, os filtros no index.html, com a versão 1 guardada numa pasta ao lado.
GitHub
O lugar na internet onde repositórios ficam guardados, compartilhados e publicados.
Um serviço gratuito para guardar repositórios na nuvem. Você envia (push) o que gravou localmente; o GitHub mostra os arquivos, o histórico e quem mudou o quê. Ele também publica páginas direto do repositório (GitHub Pages) e aceita propostas de mudança revisadas antes de entrar (pull request). Não é só para programador: é para quem quer memória e endereço no que faz.
Uma nuvem com memória e com pessoas: cada mudança tem nome, data e motivo.
Exemplo: O repositório meu-radar em github.com, com o README, os agentes em .claude/agents/ e um commit por dia.
GitHub Pages
A hospedagem gratuita que publica os arquivos de um repositório como um site.
Você liga nas configurações do repositório, escolhe a branch, e um endereço nasce (usuario.github.io/nome). A cada envio, o site atualiza sozinho. É publicar sem arrastar nada: enviar é publicar. O index.html precisa estar na raiz da branch escolhida.
A vitrine que atualiza sozinha toda vez que você guarda uma foto nova no álbum.
Exemplo: O diário do radar: o redator gera index.html, a Skill faz o commit e o push, e um minuto depois o celular mostra o briefing de hoje.
Hospedagem
O serviço que coloca os arquivos de uma página em um endereço acessível pela internet.
Hospedar é enviar a pasta de uma página para um serviço que a entrega por uma URL. A Netlify recebe a pasta com index.html e permite abrir a mesma entrega em computador e celular.
O arquivo é a loja montada; a hospedagem é o endereço onde as pessoas conseguem encontrá-la.
Exemplo: Arrastar a pasta painel-vale-verde para a Netlify e receber uma URL pública.
HTML
O formato básico que organiza o conteúdo de uma página da internet.
HTML é um arquivo de texto com instruções que o navegador transforma em títulos, cartões, tabelas, botões e outras partes de uma página. Quando CSS e JavaScript ficam no mesmo arquivo, uma pequena aplicação pode funcionar com apenas um index.html.
É a planta da página: diz ao navegador quais partes existem e como estão organizadas.
Exemplo: Abrir index.html com dois cliques e ver o Painel Financeiro Vale Verde sem instalar programa.
IA generativa
Inteligência artificial que cria conteúdo novo em vez de procurar conteúdo pronto.
É a categoria de inteligência artificial que produz texto, imagem, áudio ou código do zero, a cada pedido. Ela não consulta um banco de respostas prontas: escreve na hora, considerando o que você pediu.
A diferença entre o arquivista, que procura no armário o documento que você pediu, e o redator, que senta e escreve um texto novo. A IA generativa é o redator.
Exemplo: Você pede um e-mail de aviso de atraso. Esse e-mail não existia em lugar nenhum: foi escrito naquele momento.
Inconsistência (em planilha)
Uma linha que quebra o fechamento: duplicata, valor negativo ou em branco, grafia diferente, data de outro mês, tipo inválido.
São os seis erros de sempre em qualquer planilha de lançamentos. Um auditor que procura exatamente esses seis acha quase todo erro antes de o total não bater. Ele relata em tabela, com gravidade e o que fazer; quem corrige é uma pessoa, porque só ela sabe qual duplicata é a certa e qual valor vai no campo em branco.
O conferente que passa a régua linha a linha antes de fechar a gaveta.
Exemplo: No caixa de setembro da Vale Verde: L07 duplica L06, L12 é negativa, L17 tem a categoria grafada diferente, L22 é de agosto, L27 está em branco e L33 tem o tipo com acento.
Instruções permanentes
As regras que valem para todas as conversas de um Projeto.
É o prompt que você não precisa mais repetir: quem Claude deve ser naquele Projeto, como deve escrever, o que nunca fazer e o que sempre incluir. Só funciona quando cada regra é verificável.
O manual de conduta entregue no primeiro dia de trabalho.
Exemplo: "Sempre cite a página de origem. Nunca invente valores. Quando faltar informação, pergunte antes de produzir."
Integração
Ligar duas ferramentas para que troquem informação entre si.
É o resultado prático de usar uma API ou uma conexão MCP: dois sistemas que antes não se falavam passam a trocar dados sem alguém copiando e colando no meio.
Duas pessoas que trabalhavam em silêncio na mesma sala e passaram a conversar.
Exemplo: O sistema de chamados e a ferramenta de IA integrados: as perguntas sobre chamados são respondidas sem exportar planilha.
Iteração
Ajustar o pedido a partir do que voltou, sem recomeçar do zero.
Iterar é corrigir a resposta na mesma conversa, dizendo o que ficou errado. Como a conversa inteira continua na mesa, ele corrige em cima do que já produziu, em vez de começar de novo.
Trabalhar com um designer: você não descreve a arte perfeita de primeira, você olha a primeira versão e diz o que mudar.
Exemplo: "Reduza para metade, corte os adjetivos e comece pela conclusão" costuma resolver mais que reescrever o pedido original.
Janela de contexto
O limite de quanto texto cabe em uma única conversa.
É o tamanho máximo da mesa de trabalho. Quando você envia documentos muito grandes ou a conversa fica longa demais, esse limite é atingido e é preciso dividir o material em partes.
O tamanho da mesa. Cabe muita coisa, mas não cabe tudo. Quando lota, algo precisa sair.
Exemplo: Um documento de centenas de páginas pode não caber de uma vez. A saída é enviar por partes, pedindo um resumo parcial de cada uma.
JSON
Um formato de texto que sistemas usam para trocar informação.
É um jeito padronizado de escrever dados que tanto o computador quanto uma pessoa conseguem ler. Aparece quando dois sistemas conversam. Você não precisa escrever JSON: precisa apenas reconhecê-lo quando aparecer.
Uma ficha preenchida com etiquetas em cada campo: 'nome:', 'valor:', 'data:'. Fica óbvio o que é cada coisa.
Exemplo: Um pedido representado como {"cliente": "Empresa X", "valor": 1500, "data": "2026-03-10"}.
LLM (Modelo de Linguagem)
O motor por trás do assistente: um sistema treinado para continuar textos.
LLM é a sigla em inglês para Grande Modelo de Linguagem. É o programa treinado com uma quantidade enorme de texto que aprendeu a prever qual é a continuação mais provável de um trecho. Toda a conversa nasce dessa habilidade, repetida milhares de vezes.
O teclado do celular sugerindo a próxima palavra, só que treinado com uma biblioteca inteira e capaz de manter o raciocínio ao longo de páginas.
Exemplo: Depois de "Prezado cliente, informamos que o prazo de entrega", ele sabe que o mais provável é algo como "foi prorrogado para", e não uma receita de bolo.
MCP
O padrão que permite a Claude conversar com outras ferramentas e sistemas.
MCP é um padrão de comunicação. Sem ele, cada ligação entre a IA e um sistema precisaria ser construída de forma diferente. Com ele, as conexões passam a ter um formato comum. Não é um produto que se compra: é o formato da conexão.
A tomada padrão. Antes do padrão, cada aparelho exigia uma ligação própria; com ele, qualquer aparelho pluga em qualquer parede.
Exemplo: Com uma conexão configurada, perguntar 'quais chamados estão abertos há mais de cinco dias?' e receber a resposta consultada no sistema.
Memória (MEMORIA.md)
Um arquivo de texto na pasta do projeto com o que a equipe combinou, lido no começo de toda sessão.
Claude não lembra de uma conversa para outra de forma confiável. A memória que a formação ensina é um arquivo, MEMORIA.md: quem é quem, como escrever, o que está em pauta, o seu jeito de trabalhar, as regras que nunca mudam. Toda sessão começa com leia MEMORIA.md; para guardar, você pede que ele acrescente ao arquivo; para esquecer, que remova. O mesmo arquivo serve na base do Projeto (navegador), na pasta do Cowork e no Claude Code, onde se chama CLAUDE.md e é lido sozinho. O Claude também tem uma memória automática nas configurações, boa para preferência pessoal, não para regra de empresa.
O caderno de passagem de turno: quem chega lê, quem sai anota. Fica na mesa, não na cabeça de ninguém.
Exemplo: O Cowork lê os três PDFs da pasta e escreve o MEMORIA.md; numa sessão nova, ele já usa a data da reunião e a grafia das regiões sem que você repita.
Projeto
Espaço com arquivos e instruções que valem para todas as conversas dentro dele.
Um Projeto guarda documentos de referência e instruções permanentes. Toda conversa iniciada ali já nasce com esse contexto, sem você precisar reexplicar quem é a empresa e como as coisas devem ser feitas.
Se a conversa comum é uma mesa que você monta e desmonta todo dia, o Projeto é uma sala reservada, com estante e regras na parede.
Exemplo: Um Projeto 'Contratos' com o modelo padrão, a política de cláusulas proibidas e a instrução de sempre apontar riscos.
Prompt
O que você escreve para a IA, o pedido.
Prompt é o nome técnico do seu pedido. Todo mundo sabe escrever um prompt ruim: é só fazer uma pergunta solta. Um prompt profissional passa pelos cinco controles do CLARO: contexto e fontes, limites, ação, resultado e observáveis.
A diferença entre dizer "faz um relatório aí" e dar a instrução completa a alguém que acabou de entrar na empresa.
Exemplo: "Escreva um e-mail de cobrança" é um prompt ruim. O mesmo pedido com dados do cliente, formato definido e restrições de tom é um prompt bom.
Proteção por linha (RLS)
Uma regra do banco que faz cada pessoa ver e mexer só nas linhas que são dela.
Row level security, em inglês. Cada linha da tabela tem um dono, e o banco aplica permissões (ler, gravar, alterar, apagar) comparando o dono com quem está logado. Mesmo com a chave pública nas mãos, ninguém recebe o que não é seu. É o banco que garante, não o aplicativo.
O armário do vestiário: um armário só, e cada gaveta abre com a chave de quem a alugou.
Exemplo: A mesma URL aberta numa janela anônima mostra a lista vazia: para o banco, é outra pessoa, com as próprias linhas.
RAG
A IA que procura nos seus documentos antes de responder e cita de onde tirou.
Retrieval-augmented generation, em inglês: base de documentos, busca antes da resposta, resposta com fonte. O Projeto do Claude com base de conhecimento é o RAG básico; sistemas maiores indexam os documentos por significado (vetores) e buscam por trás, mas o princípio é o mesmo. O que não está na base precisa voltar como 'não consta'.
O atendente que abre a pasta do cliente antes de responder, em vez de responder de cabeça.
Exemplo: O Projeto Vale Verde Comercial responde o faturamento por região com a página do relatório, porque o relatório está na base.
Repositório
Uma pasta que guarda a própria história: cada mudança fica gravada com data, autor e motivo.
É a pasta do projeto com memória. Você trabalha nela normalmente; de tempos em tempos grava um ponto (um commit) e a pasta lembra como estava naquele momento. Dá para voltar a qualquer ponto, comparar dois pontos e ver quem mudou o quê. No GitHub, o repositório fica guardado na nuvem, compartilhado e, se você quiser, publicado.
O álbum de fotos da obra: cada foto tem data e legenda, e você vê como a casa era em qualquer dia.
Exemplo: A pasta meu-radar vira repositório com git init; o GitHub guarda uma cópia em github.com/usuario/meu-radar.
Rotina (tarefa agendada da aba Code)
Uma tarefa com agenda, pasta e instruções que a aba Code executa sozinha na hora marcada.
Na aba Code do aplicativo do Claude, em Routines, você cria uma rotina local: nome, agenda (todo dia às 7h, dias úteis, toda semana), a pasta e as instruções. Na hora, ela abre uma sessão nova e faz o trabalho, inclusive gravar e enviar para o GitHub. Só roda com o aplicativo aberto e o computador acordado; se perder a hora, roda uma vez quando ele acordar. O primeiro Run now serve para aprovar as permissões de uma vez.
O jornal na porta às 7h: você não vê a gráfica trabalhar, vê o jornal.
Exemplo: A rotina radar-diario roda a Skill radar todo dia às 7h na pasta meu-radar e deixa o briefing publicado.
Shadow AI
O uso de ferramentas de IA sem a empresa saber, com dados que não deveriam sair dela.
Acontece porque a ferramenta é boa e a regra não existe. A resposta não é proibir: é uma página de diretrizes que diz o que nunca entra numa IA sem autorização (dado pessoal, sigilo, chaves, pastas de rede inteiras), o que pode e como (dados fictícios, conectores só leitura no começo, aprovação humana), quem aprova o quê, e o que fazer se algo vazou.
A política de senha da empresa: ninguém proíbe computador; todo mundo sabe a regra.
Exemplo: O DIRETRIZES-DE-USO.md de uma página que o aluno preenche no Encontro 5 e leva para a equipe.
Skill
Um procedimento guardado que ensina Claude a executar uma tarefa sempre do mesmo jeito.
É um conjunto de instruções que define quando a tarefa é acionada, quais informações ela precisa, que passos executa, o que entrega e o que fazer quando algo foge do padrão. Serve para o que deve sair igual independentemente de quem executa.
A receita plastificada na cozinha do restaurante: qualquer cozinheiro produz o mesmo prato, do mesmo jeito.
Exemplo: Uma Skill de conferência de nota fiscal que valida os campos, compara com o pedido de compra e devolve um parecer padronizado.
Supabase
Um serviço que entrega um banco de dados na nuvem com login, permissões e endereço prontos.
Você cria um projeto e recebe um banco de dados, um sistema de entrada (login) e uma URL para o aplicativo conversar com ele. As tabelas podem ser criadas pelo Claude, pelo conector, ou colando SQL no editor do painel. Um projeto novo é gratuito e serve para aprender; dados de produção da empresa nunca entram num projeto de treino.
Um cofre alugado com recepção: você não constrói o cofre nem contrata o porteiro, só define quem abre qual gaveta.
Exemplo: O projeto meu-dinheiro guarda a tabela lancamentos do aplicativo de finanças, que o celular lê e grava pela internet.
Tabela, campo e registro
As três peças de qualquer banco de dados.
TABELA é o conjunto, equivalente a uma aba de planilha. CAMPO é a coluna: nome, CPF, data. REGISTRO é a linha: um cliente, um pedido, uma nota fiscal.
Gaveta, campos impressos na ficha e ficha preenchida.
Exemplo: Na tabela PEDIDOS, cada linha é um pedido e as colunas são número, cliente, valor e data.
Tarefa programada
Um pedido que Claude executa no horário e na frequência definidos.
É a combinação de um prompt completo, uma agenda e fontes autorizadas. A tarefa pode executar mesmo quando você não está repetindo o pedido, por isso precisa ser testada antes e ter limites explícitos.
Um despertador que, em vez de apenas tocar, cumpre uma lista de trabalho já conferida.
Exemplo: De segunda a sexta-feira às 08:00, procurar mensagens Vale Verde das últimas 24 horas e preparar um briefing somente de leitura.
Terminal
A janela onde se digitam comandos em vez de clicar em botões.
É outra forma de conversar com o computador. Parece intimidador por não ter ícones, mas com Claude Code você digita em português e ele traduz para os comandos necessários.
A diferença entre pedir no balcão e escrever o pedido no papel, só que quem escreve o papel é o Claude.
Exemplo: "Analise os arquivos desta pasta e me diga o que tem aqui" é o que se digita.
Time de agentes (Team Agents)
Vários agentes com uma missão cada, chamados na ordem por uma pauta, para executar um fluxo inteiro.
No Claude Code, a pauta é uma Skill (arquivo em .claude/skills/) que diz a ordem, o que conferir entre uma etapa e outra e o que montar no fim; cada agente é um arquivo em .claude/agents/. A sessão principal segue a pauta e aciona cada agente, e você acompanha no painel de tarefas. O time prepara; a ação externa continua com uma pessoa.
A reunião de fechamento: quem recebe, quem soma, quem confere, quem escreve o parecer, quem prepara as cartas, e a pauta que diz a ordem.
Exemplo: A Skill fechamento-mensal chama monitor, consolidador, auditor, analista e notificador, e monta RELATORIO-FECHAMENTO.md com a linha: nada foi enviado.
Token
O pedacinho de texto que o modelo enxerga, normalmente uma palavra ou parte dela.
O modelo não lê letras exatamente como nós: ele quebra o texto em pedaços chamados tokens. Em português, cada palavra vale mais ou menos 1,5 token. Isso importa porque existe um limite de quantos tokens cabem em uma conversa.
É a xícara da receita: a unidade de medida com que a IA conta o texto.
Exemplo: A frase "Bom dia, tudo bem?" tem quatro palavras e cerca de seis tokens. Um relatório de dez páginas tem por volta de 6 mil.
Workflow
Uma sequência fixa de passos definida por você.
É o processo desenhado: passo 1, passo 2, passo 3, sempre na mesma ordem. Você define cada etapa. É previsível, auditável e resolve a maior parte das necessidades corporativas.
A receita afixada na parede da cozinha.
Exemplo: Ao receber uma nota fiscal: extrair os dados, conferir contra o pedido e avisar o comprador se houver divergência.
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